Nível do Madeira continua subindo e deixa Defesa Civil em estado de alerta

Nível do Madeira continua subindo e deixa Defesa Civil em estado de alerta

Porto Velho, RO – Autoridades marítimas da capital de Rondônia continuam monitorando a subida das águas  do Rio Madeira.

Na manhã deste sábado, 29, as réguas marcaram 15,74 metros e o nível deve continuar subindo até a cota de 16,50 metros, segundo a previsão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), divulgada pela Defesa Civil de Porto Velho.

Caso continue assim e ultrapasse os 16 metros, mais  450 famílias podem ser atingidas prevê a Defesa Civil.

As equipes da Defesa Civil estão visitando as famílias da área urbana da cidade, baixo e médio madeira que geralmente são afetadas com a elevação do rio. “Nós precisamos saber quais as famílias irão precisar de água mineral e cesta básica, caso o Rio Madeira ultrapasse os 16 metros. Além de fazer esse mapeamento, nossas equipes orientam também os moradores sobre o risco de doenças e de animais peçonhentos”, enfatizou Rogério Felix.

Em 2019, no mesmo período deste ano, quando o nível do rio passou dos 16 metros, segundo o coordenador da Rogério Felix, a Defesa Civil já estava retirando famílias do Bairro Triangulo, Bairro Balsa e toda a população que mora nas redondezas do camelódromo da capital. “Esse ano está sendo diferente e nós estamos com quase dois metros a menos de diferença do ano passado”, explicou o coordenador.

Durante a reunião no Sipam, a Defesa Civil foi informada que ainda existe uma previsão de elevação do nível do Rio Madeira no mês de março e início de abril, devido às chuvas na cabeceira do Rio Beni, na Bolívia, podendo chegar até 16,50 metros, segundo o prognóstico. “A perspectiva é que provavelmente não teremos uma grande enchente este ano”, disse o coordenador Rogério Felix.

Na última quarta-feira (26), os moradores que residem no médio madeira e nas comunidades da região, receberam a visita das equipes da Defesa Civil. “Nós constatamos que até o momento não existe famílias em situação de desabrigado ou desalojado. Mas conforme o rio vai subindo, essas pessoas são atingidas e estamos preparados para dar toda a assistência necessária”, garantiu o coordenador.

Sobre as chuvas na cabeceira do Rio Beni, na Bolívia e no Rio Madre de Dios, no Peru, o coordenador disse que diminuíram. “Por isso que o nível do Rio Madeira não está aumentando. As chuvas que caem na capital, não influenciam na elevação do Rio Madeira, e sim as que caem na Bolívia e no Peru. Dependendo da quantidade de chuva nesses dois países, pode impactar aqui”, finalizou Rogério Felix.

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