Cura para o novo coronavírus pode estar no Acre


As notícias correm a todo o vapor. Não é diferente agora, em meio à pandemia do novo coronavírus, em que milhares de pessoas foram acometidas pela Covid-19, doença causada pelo vírus recém-descoberto na China. As farmácias estão elevando preços de medicamentos básicos, e nos supermercados, a situação não é diferente.

No mundo, vários países começaram a testar o remédio cloroquina, usado comumente no tratamento de malária e doenças reumatológicas, para tentar por fim ao vírus em humanos. São testes, mas podem surtir efeitos a curto, médio e longo prazo, segundo especialistas.

Os médicos que avaliam essas situações, contudo, deixam bem claro: o remédio só será receitado aos pacientes com o novo coronavírus (Sars-Cov-2) que apresentarem um quadro grave e estejam hospitalizados. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde, que deve começar a distribuir o medicamento até o início de abril.

Enquanto o remédio não sai do forno e se comprova a eficácia sobre o novo vírus, os “especialistas” em plantas medicinais acreditam que a garrafada da quina-quina, uma árvore bastante conhecida na Amazônia, tem grande poder sobre o sistema imunológico, pondo fim inclusive às inflamações do corpo e até à malária.

O mateiro Francisco Iris de Oliveira, de 57 anos, cresceu na zona rural. Tira do campo o sustento de casa e aprendeu desde cedo o poder das plantas medicinais. Adepto da medicina alternativa, explicou ao portal Notícias da Hora que a planta pode, sim, auxiliar na guerra contra o novo coronavírus e os efeitos dele no corpo.

“A quina-quina tem muito poder sobre a malária, sobre a gripe, tem um poder de curar inflamações, febre. Há muito tempo que eu uso e sempre tenho em casa. Sempre as pessoas utilizam nesses tratamentos, porque é uma planta muito poderosa. Com certeza pode ajudar com esse coronavírus, mas tem que ser testado”, acredita Oliveira.

O engenheiro agrônomo Henrique Cardoso, de 54 anos, é testemunha viva, como diz, dos efeitos da planta medicinal. Temendo estar com o vírus, e receoso de procurar o hospital, ele conta que pediu a ajuda de Francisco para conter a possibilidade de piorar: “eu falei com o Iris, e ele me passou esse quina-quina. Desde o dia 15 de março que estou tomando doses diárias, e desde então fiquei completamente curado, fiquei ótimo. Todos os sintomas sumiram”, diz.

O agrônomo completa que apesar de não saber se estava ou não com o vírus, apresentou todos os sintomas característicos, mas deixou de ir ao hospital porque, até então, não tinha viajado nos últimos dias e não sabia se alguém que esteve com ele estava testado positivo à Covid-19. Foi a oportunidade que viu, e agarrou.

“Eu estou acompanhando o noticiário, e todos falam da cloroquina. Não posso afirmar que o poder é curativo para o coronavírus, porque precisa ser feito um estudo, mas eu acredito nisso. Outra coisa é que pode ser usado como prevenção, porque inibe o poder do vírus no organismo, e nisso não vejo problema”, completa.

Iris destaca que os sintomas da Covid-19, segundo tem visto na imprensa, são bem parecidos com os sintomas de quem está com uma gripe forte, e até com a malária. Inclusive, destaca o mateiro, ele teria sido procurado por pessoas que estavam com o vírus, segundo exames, para tomar a garrafada.

“Para quem tem problema de inflamação, a gente sempre dá para as pessoas o uxi-amarela também, que é uma planta muito forte, tem muito poder curativo. É um antiflamatório muito forte, trata garganta, gripe, quem tem febre alta, e até problema de dor no corpo, nos ossos”, garante.

Henrique Cardoso explica que já pensa em disponibilizar à sociedade parte da quina-quina que possui. Apesar de não haver estudos comprovando a eficácia, ele lembra que a quina-quina produz o princípio ativo do medicamento cloroquina, remédio utilizado internacionalmente pelos governos contra o vírus.

Especialista confirma o poder da quina-quina
O nome dele é Raimundo Nonato Pereira da Silva, e tem 54 anos. Mas por onde anda é chamado de Dr. Raiz. O motivo é óbvio: o especialista em plantas medicinais, com certificado conferido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conhece quase tudo sobre o poder das plantas da Amazônia e os efeitos que elas causam.

Raiz diz que não é possível atestar, ainda, que a quina-quina pode curar os pacientes acometidos pela Covid-19, mas confirma a tese de Francisco Iris, que aponta a possibilidade de cura da malária. Ela explica que o melhor é sempre procurar o médico, mas que não há problema em tomar o chá, inclusive como prevenção, já que melhora a imunidade.

“Eu comecei a trabalhar com as plantas medicinais em 1987. Isso é uma coisa que vem desde criança na minha vida. Se uma pessoa souber que está, e chegar aqui, eu digo que não tenho nenhum medicamente para curar, mas se a pessoa chegar aqui para comprar alguma erva, eu vendo, mas não especificamente para o coronavírus. Se ela quiser comprar, não terá nenhum problema comigo”, comenta.

O especialista lembra que quando vivia em Xapuri, no interior do Acre, os mais idosos sempre tomavam o quina-quina, e passavam às pessoas, para curar a malária. “Eles usavam quina-quina por opção, para usar malária. A malária acompanha um tanto de impurezas, e tem dor no corpo, nos ossos, e a quina-quina tirava todas as molezas”, diz.

Tem uma ideia que o ministro da saúde falou, que é ‘cautela e caldo de galinha não faz mais a ninguém’. Por isso, eu sugiro as pessoas a tomar um chá, e fazer bem fervido, tomar juma canja. Eu sempre oriento a minha família a fazer isso”, completa o Dr. Raiz, conhecido pelo trabalho que exerce há anos no Acre.

Repórter: João Renato Jácome                                                                                            Fonte: Site Notícias da Hora

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