O projeto, Cacau Sustentável de Rondônia, é uma parceria do Governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO), com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e outros órgãos. O objetivo é desenvolver a cacauicultura na região Central do Estado. Estão incluídos os municípios do eixo da BR 364, entre Jaru e Presidente Médici, além de municípios adjacentes, fora do eixo da BR.

A direção e técnicos de campo da Emater se reuniram com a gestora do projeto Cacau Sustentável de Rondônia, no âmbito do Sebrae, onde foram apresentadas as ações já definidas para o projeto. Os gestores também receberam sugestões dos extensionistas da Emater, que atuam ou irão atuar, na execução do projeto, que tem duração prevista de três anos. Na primeira etapa, serão realizadas também ações de marketing setorial, capacitações para produtores e técnicos extensionistas, além do processo de aquisição de um selo de identificação geográfica para o Cacau Sustentável de Rondônia.

O cacau é uma espécie nativa da Amazônia e pode ser usado como reflorestamento

O sucesso do projeto está vinculado às ações de revitalização das lavouras existentes e a implantação de novas, com a adoção da tecnologia de clones geneticamente superiores, no que diz respeito a capacidade produtiva, resistência ou tolerância a pragas e doenças, e precocidade. Todas essas características estão presentes nas plantas dominadas e disponíveis para os produtores, por meio dos clones de cacau testados pelas instituições de pesquisa.

Essa mudança no setor cacaueiro rondoniense, de lavoura seminal para lavoura clonal, é semelhante ao que já aconteceu com a maioria das áreas produtivas de café em Rondônia. Mas o processo que inclui mudança no perfil genético das plantas de cacau no Estado também está em ritmo acelerado. Os extensionistas da Emater-RO e parceiros vão atuar na identificação e cadastramento dos produtores, bem como, facilitar a logística de aquisição dos materiais genéticos. Eles também vão atuar na capacitação profissional dos cacauicultores no que se refere ao manejo da cultura.

De acordo com a gestora do projeto junto ao Sebrae, Marileide Zirunde, o projeto já recebeu propostas de agentes financeiros para investir no custeio do produtores participantes. A oferta partiu tanto de bancos oficiais como de cooperativas de crédito.

“Os técnicos da Emater já começaram a identificar os produtores que serão cadastrados e inscritos no projeto. A princípio serão apenas 300 produtores e propriedades, que vão receber assistência técnica integral”, disse o presidente da Emater, Luciano Brandão.

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