Nas dependências do Palácio Rio Madeira, sede do Governo de Rondônia, o fluxo de pessoas diminuiu devido ao trabalho em home office determinado pela Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), mas antes da pandemia mundial do novo coronavírus, iniciada em março de 2020, quatrocentas pessoas receberam atendimento no ambulatório do Palácio Rio Madeira. Outras começaram a procurá-lo este ano, por conta própria ou sob risco de doenças.

Pressão alta, diabetes, problemas psicológicos, dores de cabeça e musculares, azia e febre, são os principais motivos que levam servidores públicos ao ambulatório que funciona no primeiro piso, à esquerda de quem entra no Prédio Pacaás Novos. As enfermeiras conversam com os servidores, constatando quais medicamentos costumam usar, antialérgicos; possíveis sintomas de alguma doença; e orientam as pessoas para que também utilizem medicação natural.

Na manhã de hoje (20), a enfermeira Elsângela das Graças, que ali trabalha desde 2016, aferiu a pressão arterial do diretor do serviço, Ricardo de Souza, 40, que costuma “subir e descer escadas” e já teve cálculo renal. Minutos antes havia atendido dois repórteres da Secom Elsângela divide a rotina diária com outra enfermeira, Márcia do Socorro Silva Fonseca, que trabalha no ambulatório há dois anos.

Nadson (em frente ao computador) recebeu atendimento no ambulatório em fevereiro deste ano: estava com a covid-19

Recuperado, Nadson André, 29  anos, recepcionista no Prédio Rio Jamari do Palácio Rio Madeira, elogiou a prontidão do serviço: “Ali trabalham profissionais atenciosos, carinhosos e super atentos com os servidores”. Ele conta que ficou deitado em observação, lhe aferiram a temperatura, estava febril e recebeu remédios. Em seguida, o transportaram para uma policlínica local, onde constataram que estava com a covid-19.

Ocorrências semelhantes ficam na memória das duas enfermeiras. “Uma mulher aqui chegou com a pressão medindo 200 x 140, e foi trazida por uma acompanhante que também se submeteu à medição, e estava com 200 x 12, mas alegava que nada sentia”, conta Elsângela. Depois de atender às duas mulheres, a enfermeira constatou que há muitos casos assim. “As pessoas experimentam subidas gradativas da pressão, mas a alta súbita pode resultar em situação de risco; essa acompanhante, por exemplo, agradeceu o atendimento e disse pra nós: estou viva, graças a vocês”.

LOGÍSTICA

Pacientes são levados de suas próprias repartições de trabalho até as unidades de saúde na cidade. “O telefone e o serviço de monitoramento do Departamento de Administração do Palácio nos comunicam cada situação; chegam solicitações de gabinetes das secretarias, superintendências, diretorias e outros órgãos do governo, e muitas vezes as pessoas não se encontram em condições de vir até o ambulatório, mas nós vamos até o local de trabalho de cada uma”, relata Elsângela.

Ao saírem da sala, as enfermeiras levam o equipamento de trabalho: esfignomanômetro (usado para medir a pressão arterial), estetoscópio (para auscultar sons vasculares, cardíacos, respiratórios ou do trato digestórioe o aparelho sensor para medir o nível de glicemia (indicador de diabetes). No subsolo do Palácio há sempre um veículo da frota à disposição de situações de urgência.

PREVENÇÃO

“Mesmo vacinado, continue usando máscaras, álcool em gel 70% e cuide do distanciamento”, recomendou a enfermeira Elsângela. “É preciso evitar o egoísmo e pensar no próximo, porque o mínimo sintoma da covid-19 em pessoa vacinada pode agravar a situação de saúde daquela que ainda não foi”, emendou.

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