‘Eles pularam primeiro: cozinheiro de pesqueiro conta como foi naufrágio em Santa Catarina que ainda tem dois desaparecidos

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‘Eles pularam primeiro: cozinheiro de pesqueiro conta como foi naufrágio em Santa Catarina que ainda tem dois desaparecidos

Seis pessoas foram resgatadas flutuando em uma balsa, mas Marinha ainda busca por tripulantes que mergulharam no mar antes de embarcação afundar

Porto Velho, RO - A Marinha do Brasil resgatou com vida seis tripulantes do barco de pesca "BP Safadi Seif", que havia naufragado, na costa de Santa Catarina. Os cinco primeiros pescadores estavam flutuando em uma pequena balsa quando localizados por militares a bordo da embarcação Thor Frigg. 

O sexto sobrevivente foi resgatado na tarde de domingo. Outros dois homens seguem desaparecidos. A embarcação naufragou na última sexta-feira, na costa de Santa Catarina.

Quem são?

Os pescadores resgatados foram identificados como Domingos Pereira do Rosário, Zoel Teixeira Barros, Djalma dos Santos Silva, Luiz Carlos Messias da Silva e Mario Gomes Soares. De acordo com a Marinha, o trabalho do Salvamar Sul, que coordena e executa as atividades de busca e salvamento no mar, os homens foram encontrados "com vida e em bom estado de saúde, por volta das 22h".

O sexto resgatado foi identificado como Deivid Luiz Monteiro Ferreira, o homem foi levado em uma aeronave Super Cougar, da Marinha do Brasil, para a base aérea de Florianópolis e em seguida levado para o hospital. Segundo informações do g1, ele apresentava quadro grave de hipotermia.

Buscas

O cozinheiro do pesqueiro, Luiz Carlos Messias da Silva, disse que Deivid e os outros dois, identificados como Alisson da Silva Santos e Diego Silva de Brito, que ainda permanecem desaparecidos, abandonaram a embarcação antes dos cinco resgatados.

— Eles pularam primeiro. A gente deixou para pular no finalzinho, quando estava afundando a embarcação. Foi muita luta para a gente sobreviver e conseguir pegar a boia. Não deu tempo de nada", relatou Messias, em entrevista ao g1.

As buscas pelos homens se concentram na área onde outras cinco vítimas foram encontradas na noite de sábado (17), a cerca de 160 km da costa catarinense.

Investigação

A Marinha ainda não sabe o que levou a embarcação a naufragar. A Capitania dos Portos de Santa Catarina vai instaurar inquérito administrativo, com prazo de 90 dias para a conclusão, no intuito de apurar as causas e os possíveis responsáveis.

Naufrágio

O naufrágio aconteceu em um ponto distante 160 quilômetros da costa. Após receber o alerta do desaparecimento da embarcação, a Marinha iniciou as buscas por volta das 21h30 de sexta-feira com o auxílio de um helicóptero e uma embarcação.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, antes do naufrágio o barco de pesca "BP Safadi Seif" passou duas informações: uma automática do PREPS (Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite) e outra informando para onde pretendia se deslocar para pescar.

A coordenação das buscas, no entanto, ficou com a Marinha. "Tendo em vista a distância da costa, as embarcações do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina não possuem capacidade de resposta operacional a essa distância da costa, ou seja, autonomia de combustível, tecnologia e competência legal para navegar em águas tão distantes", informou a corporação.

Rebocador usado na operação

Os cinco primeiros tripulantes do barco de pesca "BP Safadi Seif" foram resgatados em Santa Catarina por militares a bordo do rebocador Thor Frigg. Mitos aproveitados pela Marvel nas histórias em quadrinhos que inspiraram a série de filmes com os mesmos personagens, Thor é o Deus do Trovão e Frigg, a mulher de Odin, na mitologia nórdica.

O rebocador foi especialmente projetado e construído para atender aos requisitos operacionais da PGS, empresa norueguesa que coleta dados sísmicos em alto mar (offshore). No Brasil, sua principal atuação é fornecer essas informações para empresas interessadas na exploração de petróleo no pré-sal.

O Thor Frigg é maior e tem um design diferente dos barcos de apoio que operam no terminal do estado. Construído em 2015 pela empresa turca Besiktas Shipyard, o barco tem 57,6 metros de comprimento e14,5 metros de largura.


Fonte: O GLOBO

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