Vinícius Schmidt/Metrópoles

Porto Velho, RO - O Ministério da Saúde informou que 95% dos brasileiros infectados por varíola dos macacos no Brasil são do sexo masculino. Os mais afetados pela doença têm idade média de 33 anos, conforme dados apresentados em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (29/7).

A pasta apresentou informações sobre o histórico da monkeypox, sinais e sintomas, bem como formas de tratamento. O secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros, orientou a população para que, no caso do surgimento de qualquer sintoma de varíola dos macacos, procure um médico imediatamente.

“Ao surgirem os sintomas da varíola símia, não fique em casa, procure atendimento médico. Essa é a principal recomedação”, advertiu Medeiros.

O Ministério da Saúde confirmou, nesta sexta-feira (29/7), a primeira morte por varíola dos macacos no Brasil. A vítima foi um homem de 41 anos, com câncer e baixa imunidade, quadro agravado pela varíola dos macacos.

O secretário de Vigilância em Saúde pontuou que não há outros óbitos em investigação. O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o Brasil registrou, até o momento, 1.066 casos da doença.
Cenário epidemiológico

Foram identificados 19.143 casos de varíola simica em 73 países, de acordo com a pasta. Quase 72% dos diagnósticos estão distribuídos entre os seguintes países: Espanha, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França.

Com mais de mil casos de varíola dos macacos confirmados no Brasil, o Ministério da Saúde começou a tratar a doença como “surto”. O termo foi usado em um texto divulgado pela pasta, na quinta-feira (28/7), para informar a ativação de um Centro de Operações de Emergência (COE) com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento da patologia.

Por enquanto, a Organização Mundial da Saúde não recomenda a vacinação em massa. No momento, a recomendação é da imunização de trabalhadores da saúde, principalmente os que fazem amostra, e contactantes de pacientes infectados.

O Ministério da Saúde pediu 50 mil doses de vacinas para a OMS. Elas devem chegar em duas remessas, nos dias 1º de setembro e 1º de outubro.

Fonte: Metrópoles