Congelamento valeria enquanto grupo de trabalho se reuniria para discutir o assunto 23/04/2015REUTERS/Paulo Whitaker

Porto Velho, RO - Francisco Petros, representante dos minoritários no Conselho de Administração da Petrobras, propõe, em carta, ser mediador na crise deflagrada entre estatal e governo federal.

De acordo com o documento, obtido pela CNN, em 45 dias, enquanto funcionaria um grupo de trabalho para discutir o assunto, a Petrobras congelaria os preços, e o governo, por sua vez, retiraria indicações ao comando da estatal.

Essas são as principais condições apontadas pelos minoritários do Conselho Administrativo. “Acreditamos que o que aqui se propõe pode restabelecer o ambiente saudável de relacionamento institucional da Petrobras com seu principal acionista, bem como, restabelece a normalidade da gestão na busca de soluções úteis ao Brasil, suas instituições e a sociedade, as empresas e todos os stakeholders da Petrobras”, diz um trecho do documento.

A CNN apurou que a iniciativa já recebeu apoio de outros membros do Conselho de Administração, porque poderia “colocar panos quentes” na crise deflagrada entre Petrobras e governo federal, que ganhou contornos nas últimas horas com fortes declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e um pedido de explicações do ministro do STF, André Mendonça.

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (17) um novo reajuste no preço dos combustíveis. A gasolina subiu 5,18%, enquanto o diesel teve acréscimo no preço de 14,26%.

Conforme comunicado da empresa, a partir deste sábado (18) a gasolina terá variação de R$ 0,15 por litro, enquanto o diesel terá variação de R$ 0,63 por litro.

Fonte: Pedro Duran da CNN