Boris Johnson se reuniu com Volodmir Zelenski para apresentar um novo pacote de ajuda financeira e militar e prestar solidariedade aos ucranianos

Porto Velho, RO - Em uma visita surpresa, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, se reuniu neste sábado, 9, com o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski. Durante o encontro em Kiev, Johnson demonstrou solidariedade ao país que enfrenta uma invasão de tropas russas há seis semanas.

“Ele também foi à Ucrânia com a intenção de apresentar um novo pacote de ajuda financeira e militar a este país do Leste Europeu”, disse um porta-voz do primeiro-ministro britânico.

A reunião ocorre um dia após um ataque com mísseis em uma estação de trem em Kramatorsk, no leste da Ucrânia matar ao menos 52 civis que tentavam deixar o país na sexta-feira. Ainda neste sábado, o prefeito da cidade, Oleksander Honcharenko, que estimou que ao menos 4 mil pessoas estavam reunidas no local na ocasião, disse que mais dois óbitos foram registrados.

Pouco antes do encontro, um membro do gabinete de Zelenski postou uma foto nas redes sociais mostrando Johnson vestido com um terno escuro, sentado em frente ao presidente da Ucrânia, vestindo o suéter cáqui que ele usa em aparições públicas desde o início da guerra.

“A Grã-Bretanha lidera o apoio militar à Ucrânia, lidera a coalizão antiguerra, lidera as sanções contra o agressor russo”, escreveu o assessor presidencial ucraniano Andriy Sybiha.

Na sexta-feira, Zelenski recebeu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ela acompanhou o chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, e o chefe do governo eslovaco, Eduardo Heger, à cidade de Bucha, perto da capital ucraniana, onde apareceram dezenas de cadáveres de civis depois de a região ser ocupada por tropas russas.

Johnson é o primeiro chefe de Estado ou de governo das potências do G7 a viajar para Kiev desde o início da invasão em 24 de fevereiro. Esse grupo de economias avançadas é formado pelos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Japão. / AFP

Fonte: Estadão