Testemunhas do Caso Monalisa serão ouvidas

Porto Velho, RO - O juízo da 2ª. Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho a audiência com as testemunhas de defesa e acusação do processo 7074111-09.2021.8.22.0001, que apura o assassinato da jovem Monalisa Gomes da Mata, 24 anos, durante uma bebedeira na casa do namorado. Ele e um amigo estão presos acusados de mata-la e de tentaram forjar que a vítima se suicidou. 

Para a instrução do processo, o juiz Gleucival Zeed Estêvão já solicitou as fotos do exame tanatoscópico da vítima (em fotos coloridas), os vídeos da movimentação na parte de fora da residência onde aparecem os dois acusados entrando e saindo da casa na hora do crime, além do exame de reprodução simulada dos fatos (reconstituição) feita pela Delegacia de Homicídios. 

O juiz também requisitou eventuais laudos de exames laboratoriais, toxicológicos, alcoolemia e DNA, realizados a partir da coleta de sangue, urina e material subungueal (das unhas da vítima), mencionada no laudo de exame tanatoscópico; determinou ainda vistas ao Ministério Público para que se manifeste sobre o pedido de soltura dos acusados, feito pelos advogados de defesa dos réus. 

O CRIME

O jornalista João P. P., de 36 anos, e Thiago C. A., 33 anos, foram presos pela Polícia Militar no dia do crime, madrugada de segunda-feira (06.12.2021), por suspeita de envolvimento na morte da jovem Monalisa, em um apartamento, localizado no bairro Embratel, zona Norte de Porto Velho. 

Na versão dos presos, a vítima se matou. Laudo preliminar do IML aponta que a jovem foi estrangulada e tinha uma série de escoriações pelo corpo. Os dois amigos tiveram a prisão confirmada pelo delegado plantonista, e encontram-se presos. Ela era companheira de Thiago e a PM registrou o caso como Feminicídio.

Segundo a Polícia, as brigas do casal eram constantes e que mesmo nesse momento não sendo possível definir a participação de cada um, devem responder no limite de suas responsabilidades, que serão apuradas. 

De acordo com a ocorrência 189509/2021, a PM foi acionada na unidade fixa do Samu para averiguar possível suicídio de Monalisa, levada ao local pelos suspeitos, que alegaram ter encontrado a mulher com fio enrolado no pescoço.

Questionado pelos policiais, Thiago informou que os três estavam bebendo em um bar nas proximidades, quando decidiram ir embora. O casal foi para o apartamento. João afirmou aos policiais que momentos depois recebeu mensagem da vítima, pedindo para se dirigir ao local. No apartamento ele disse que testemunhou uma intensa discussão e viu Monalisa quebrar uma garrafa e ficou segurando o gargalo.

Ele e Thiago então saíram do apartamento. Após trinta minutos, os dois relataram que retornaram ao local e encontraram Monalisa caída no chão e com um fio enrolado no pescoço. Aos policiais, eles disseram que tiraram o fio do pescoço da vítima, a colocaram em um carro, socorreram Monalisa até a SAMU, mas a mulher já estava sem vida, conforme relatos do médico que prestou atendimento.

Testemunha ouviu pedidos de socorro. Ouvida por policiais militares ainda no local da ocorrência, uma testemunha contou outra versão. Disse que ouviu a vítima pedindo socorro e que os dois suspeitos estavam dentro do apartamento.

A testemunha garante que não viu João Paulo e Thiago saindo do apartamento antes como alegaram e minutos depois avistou quando a dupla saiu com a mulher desacordada.

A Polícia Militar deu voz de prisão e encaminhou os dois para o Departamento de Flagrantes, onde ficaram à disposição da justiça.


Fonte: Oobservador