O primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa) de 2022, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), mostrou que, dos 68 bairros visitados na capital, 20 apresentaram situação de risco para a dengue, com destaque para a zona leste de Porto Velho.

De acordo com o município, a coleta dos dados ocorreu entre os dias 7 e 18 de fevereiro deste ano por equipes da Semusa. Além da dengue, o Aedes também é transmissor da febre amarela, zika e chikungunya .

O trabalho é realizado para medir a presença do mosquito e de seus criadouros. A métrica utilizada pelo município é o Índice de Infestação Predial (IIP).

Segundo a Semusa, o Ministério da Saúde classifica o IIP em três níveis. Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis.

estado de alerta é definido quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentam larvas. O estado satisfatório é considerado quando o índice está abaixo de 1%.

Foi possível constatar que Porto Velho registrou o IIP de 2,4%, classificando o município com sinal de alerta ou médio risco.

Em relação aos 68 bairros visitados, segundo a Semusa, 20 deles resultaram em um IIP acima de 3,9%, sendo classificados em estado de risco.

São eles: Arigolândia, Cascalheira, Pantanal, Cidade do Lobo, Panair, Três Marias, Jardim Eldorado, Esperança da Comunidade, Tucumanzal, Cuniã, Roque, Mariana, Eletronorte, Lagoinha, Jardim Santana, Planalto, Tancredo Neves, Caladinho, Ulisses Guimarães e Marcos Freire.

Entre os bairros que registram estado de alerta, com IIP acima de 3%, estão o Socialista, Industrial, Castanheira, Novo Horizonte, JK, Nova Porto Velho, Tiradentes, Maringá, Triângulo, e Mocambo. Dos 68 bairros visitados na capital, 20 apresentaram situação de risco.

O resultado do LIRAa permite que as equipes da Semusa possam nortear ações de controle e de combate ao mosquito transmissor. A partir disso, os trabalhos serão intensificados nos bairros com maiores índices de criadouros e presença de mosquitos.

A Semusa orienta a população a verificar se a caixa d’água e lixeira estão bem tampadas, além de recolher e acondicionar o lixo do quintal. “Durante as nossas visitas, observamos que os criadouros são predominantemente encontrados no lixo doméstico descartado em quintais ou terrenos baldios”, destaca Francilei Dias, gerente da Vetores da Semusa.

Fonte: Rondoniagora