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Como está, neste domingo, a poucas semanas do troca-troca de partidos pela janela aberta na atual legislação eleitoral, a corrida pelo Governo de Rondônia? O quadro muda seguidamente, até porque a formação de bancadas factíveis para a Câmara e Assembleia, mexe nas posições do tabuleiro de xadrez, já que deputados com mandato estão calculando, recalculando, somando e diminuindo para que possam estar num grupo em que tenham chances de reeleição e, os que querem suas cadeiras, fazem o mesmo, para tentar chegar lá.

Neste momento, na corrida ao Governo, existem pelo menos quatro candidaturas postas: Marcos Rocha, que busca da reeleição; Marcos Rogério, que só agora oficializou sua pretensão e começa a se mobilizar para a corrida ao Palácio Rio Madeira/CPA; Léo Moraes, que decidiu pela disputa ao Governo, inclusive se aproximando de Jaqueline Cassol e do grupo do ex-governador Ivo Cassol, tentando apoios para fortalecer sua candidatura e Anselmo de Jesus, do PT, até agora o nome da esquerda.

No momento, há ainda dois líderes políticos que, embora não confirmados, podem entrar na briga. Ou só um deles ou os dois: Daniel Pereira e Vinicius Miguel. Rocha, por enquanto, é quem está arregimentando mais forças, vindas de vários partidos. Teria, se a eleição fosse hoje, uma forte nominata tanto para a Câmara quanto para a ALE. O problema dos governistas pode ser esse: o risco de que, com tanta gente boa de urna, seja necessária uma votação muito alta para se conseguir elegermais que um nome.

Um experiente político rondoniense disse ao blog que um parlamentar com mais de 30 mil votos, numa relação de candidatos poderosos, pode ser suplente, enquanto outro, com cerca de 20 mil, numa sigla mais equilibrada, pode fazer até duas cadeiras. Tudo teoria, claro, porque qualquer decisão final, há que se combinar com o eleitor!

Marcos Rogério tem ao seu lado nomes fortes, como Expedito Júnior e Laerte Gomes e busca cooptar muito mais apoios. Fala também com Jaqueline Cassol e busca outras parcerias. A dificuldade é a mesma: formar uma nominata que tenha alguma chance de eleger mais gente e ajudá-lo a chegar ao Governo. Já Léo Moraes confia muito no seu sucesso eleitoral em Porto Velho e busca parcerias no interior, para se fortalecer em todas as regiões.

Continua se aproximando do MDB, mas, ao menos até agora, o namoro não avançou. Vinicius Miguel, neste momento, tem conversado muito com Mauro Nazif, candidato à reeleição à Câmara e presidente regional do PSB. Não há, ainda, nada concreto. Com relação a Daniel Pereira, ele só iria ao Governo se surgir como nome de consenso da esquerda. Não há, hoje, um vislumbre claro de que isso possa acontecer.

Neste contexto e neste momento, nada está definido. Os bastidores fervem. Todos conversam com todos, mas poucos acordos foram fechados em definitivo. A política e a sucessão tomam conta de Rondônia e assim será até o segundo turno da eleição.

DIMINUI RELAÇÃO DOS CANDIDATOS AO SENADO. ALGUNS NOMES AINDA NÃO DEFINIRAM SOBRE SEUS RUMOS PARA OUTUBRO

E a fotografia deste momento, na disputa pela única cadeira ao Senado? O pacote de nomes, que se aproximava de uma dezena, diminuiu, mas pode mudar ainda. Uns podem entrar, outros podem sair, porque as negociações partidárias, em nível nacional e estadual, teriam o poder de recuos e avanços, na medida em que os interesses maiores das agremiações seriam prioridade. O que se sabe é que há decisão definida de Expedito Júnior, Jaqueline Cassol, Jaime Bagattoli e Amir Lando. São nomes certos nesta relação. Daniel Pereira, cotado para o Governo, prefere concorrer ao Senado. Mariana Carvalho surge como um nome fortíssimo, apoiada pelo governador Marcos Rocha e pelo prefeito Hildon Chaves. Até agora não decidiu oficialmente. Léo Moraes já se definiu pelo Governo e saiu da lista senatorial. Jesualdo Pires também. Vai mesmo disputar uma das oito cadeiras da Câmara. Fátima Cleide ainda poderá disputar a cadeira pelo PT, embora a ex-senadora, campeã de votos em 2002, até agora não tenha se pronunciado se estará ou na relação de candidatos. Já um dos personagens mais destacados da nossa política, Valdir Raupp, que esteve numa cadeira de senador por Rondônia por 16 anos, também estaria fora da corrida. Até este domingo, certos mesmo, só havia um quarteto ainda no jogo da disputa pela cadeira rondoniense, para a eleição deste outubro que se aproxima.

SÓ FALTA OFICIALIZAR: IEDA CHAVES ENTRA NO UNIÃO BRASIL E DEVE CONCORRER A UMA CADEIRA À ASSEMBLEIA

Embora ainda não oficial, até porque em política tudo pode ser, amanhã, bem diferente do que se sabia hoje, a notícia é real: a primeira dama de Porto Velho, Ieda Chaves, teria batido o martelo e anunciado seu ingresso no União Brasil, de onde sairia como um nome fortíssimo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Os acordos, em andamento, envolveriam a candidatura de Mariana Carvalho ao Senado e do jovem vice-prefeito Maurício Carvalho, para a Câmara Federal. Com exceção da decisão de Ieda, que estaria definida, todo o resto ainda depende de muitas novas conversas e de negociações políticas, até que o martelo seja oficialmente batido. Até porque Maurício esteve sendo procurado por outros partidos, incluindo o MDB, para composição de uma nominata na disputa ao Congresso. Claro que ele só partiria para uma candidatura à Câmara caso sua irmã, Mariana, decida-se definitivamente pelo Senado. Ieda Chaves tinha, até alguns anos atrás, poucas ligações com a vida pública. Empresária de sucesso, a política a atraiu quando seu marido foi eleito prefeito da maior cidade de Rondônia. Na condição de primeira dama, começou um trabalho social que, em todo esse tempo, tem recebido múltiplos elogios. Na reeleição de Hildo Chaves, sua esposa já estava envolvida muito mais nas questões da política. Por seu trabalho e popularidade, começou a ser procurada por várias partidos, para disputar a eleição deste ano. Caso não haja mudança de planos, Ieda disputa uma cadeira na Assembleia, com grandes chances de chegar lá.

DE HOSPITAL DE PREVENÇÃO AO CÂNCER À PONTE SOBRE A BR E ÀS OBRAS DA NOVA RODOVIÁRIA: BANCADA FEDERAL AGE PELO ESTADO

Há uma batalha política compreensível pelas cadeiras da Câmara Federal. A representatividade de Rondônia no Congresso é, claro, extremamente importante. O que tem que se dizer, com todas as letras, não importa o que aconteça no futuro, é que a atual bancada rondoniense tem sim, trabalhado duro e trazido resultados práticos para o Estado. Pode-se citar várias emendas que representaram e representarão grandes avanços. São apenas alguns exemplos, porque, na verdade, todos os parlamentares conseguiram, de uma forma ou outra, trazer melhorias para a população, com suas emendas. Seria injusto não lembrar, por exemplo, os mais de 33 milhões de reais conseguidos pela deputada do PDT, Sílvia Regina, para a construção de um grande e importante centro de prevenção ao câncer, em Ji-Paraná. Ou os mais de 20 milhões de reais conseguidos por Mariana Carvalho para a futura Rodoviária da Capital. Ou ainda as inúmeras emendas do deputado Lucio Mosquini para melhorias da BR 364, na região de Jaru, incluindo-se aí mais de 25 milhões de reais apenas para a segunda ponte, cujo trabalho de análise de solo já começou e que, em alguns meses, as obras começam a se tornar realidade. Pode-se citar todos os demais parlamentares (Léo Moraes, Jaqueline Cassol, Expedito Netto, Coronel Chrisóstomo e Mauro Nazif) que, cada um a seu modo, também contribuíram para o bem de Rondônia. Quantos vão se reeleger? Nem Mãe Dinah sabe! Mas que estão cumprindo bem seu papel de apoio ao Estado, estão sim!

VALORIZAÇÃO REAL: QUASE 12 MIL PROFESSORES E SEIS MIL TÉCNICOS RECEBEM AUMENTO DE 33,24 POR CENTO

Discurso é discurso, ação é ação! A frase cabe muito bem para se contar a história da verdadeira valorização dos professores neste Brasil, onde viver do trabalho do ensino, nas salas de aula, para milhares e milhares de mestres, é um sacrifício diário, muito pelo amor à causa, já que, no geral, os salários são ridículos, inversamente proporcionais às promessas de palanque, em tempos de eleições. Felizmente as coisas começam a mudar, mesmo sob os olhares carrancudos de alguns governantes que adoram elogiar os professores, mas que são reticentes na hora de valorizá-los, quando chegam ao poder. O governo do presidente Jair Bolsonaro autorizou um aumento de 33,24 por cento a milhares de trabalhadores da educação nacional. Raros foram os governos estaduais e prefeituras que aderiram de imediato ao projeto. Por isso, merece elogio especial a diferença feita em Rondônia. Nesta semana, o governador Marcos Rocha anunciou autorização para pagamento do reajuste a quase 12 mil professores e deu uma esnobada, já que o Estado conseguiu economizar e ter recursos para cumprir esta meta: garantiu o aumento com efeito retroativo para janeiro. Foi ainda mais longe: num vídeo que divulgou nas redes sociais, o Governador confirmou o mesmo reajuste a mais seis mil técnicos educadores da Seduc. Seria por demais injusto não reconhecer esta ação concreta para a valorização dos que fazem a educação, dentro e fora das salas de aula.

CONTRATOS FEITOS QUANDO O ÓLEO DIESEL CUSTAVA 2,40 REAIS NÃO SÃO REAJUSTADOS E OBRAS CORREM O RISCO DE PARALISAÇÃO

Não se pode olhar a moeda de apenas um lado, sob pena de se cometer grande injustiça. Por isso, é preciso analisar o mesmo tema sob dois prismas, para se entender o que está acontecendo com muitas obras públicas, em todo o Brasil, mas também aqui em Rondônia. A partir de uma análise lógica, sobre números, custos e contratos, pode-se compreender, com mais segurança, alguns dos motivos que culminam em tantas obras paralisadas, em todos os recantos brasileiros. São corretas e compreensíveis as críticas duríssimas contra obras interrompidas, desistência de empresas no meio do trabalho, obrigação de ser realizar nova licitação e tudo o mais. Tudo isso causa não só grandes atrasos e muitos prejuízos à população, e, mais ainda, na hora de nova concorrência, os gastos acabam sendo sempre diferentes e sempre muito mais altos. Esse é um lado da moeda, o lado mais exposto e, por isso, muito mais criticado. Mas há o outro, que pouco se fala. Muitas empresas acabam simplesmente quebrando porque, no andar da obra para a qual foram contratadas, perdem-se em custos dos insumos, que só aumentam. Um exemplo atual e local: empresa rondoniense, entre as mais respeitadas, quando fechou contrato para uma grande obra, pagava o óleo diesel a 2,40 reais. Cerca de pouco mais de um ano depois, o mesmo óleo diesel, vital para o tipo de obra, está custando 7,30 em média. Não houve qualquer correção do contratante, ao menos até agora. Não é um absurdo?

EMPRESAS TÊM QUE ASSUMIR CUSTOS QUE NÃO SÃO DELAS E SOFREM LONGO TEMPO SEM REAJUSTES

Qual o problema que existe, na prática, em relação a esta empresa usada de exemplo e tantas outras? É que, até agora, não houve correção de um só centavo, em relação ao custo do contrato inicial. Ou seja, sem receber nada a mais, o contratado para realizar uma obra pública, tem que dar continuidade ao trabalho, correndo todos os riscos que isso representa. A empresa, que tem seus inúmeros compromissos, com pessoal e leis sociais para pagar, impostos e tudo o mais, é quem está bancando a diferença deste custo, enquanto pleiteia os reajustes no contrato a que tem direito, mas que, até agora, permanecem no zero. Neste contexto, há organizações empresariais que estão cumprindo seus contratos, suportando todos os prejuízos. Mas, é bom que se diga, nem todas conseguem sobreviver a tal situação. Daí, muitas desistem do que estão fazendo e outras tantas são obrigadas a fechar as portas. Neste contexto, pode-se dizer que mesmo com a boa vontade do contratante em fazer as correções necessárias, elas são barradas pela burocracia infernal que comanda, domina e orienta todo o sistema da administração pública neste país. Uma correção, que deveria ser automática, depende de tantas decisões, de orientações dos representantes legais do contratante; de representantes do Ministério Público, de decisões judiciais sem fim que, quando a autorização dos novos valores é dada, muitas empresas até fecharam suas portas. Enfim, agora temos uma moeda com dois lados!

LUTA POR ESPAÇO PARA A REELEIÇÃO: CINCO DEPUTADOS ESTADUAIS PROCURAM NOVOS NINHOS

Pelo menos cinco dos atuais deputados estaduais estariam procurando outros abrigos, para tentarem a reeleição, fora do pacote de apoiadores da reeleição de Marcos Rocha. Dois deles são da Capital: Alan Queiroz e Eyder Brasil. Estariam na relação, ainda, Cirone Deiró, de Cacoal; Cássia da Muleta, de Jaru e Rosângela Donadon, de Vilhena. Obviamente que a informação não é oficial, mas percorre partidos e fontes da nossa política como questão fechada. Não há qualquer ponto de confronto com o Palácio Rio Madeira. Pelo contrário, as relações são bastante positivas. O problema é o raio da formação de nominatas, porque são elas que vão ajudar ou atrapalhar a tentativa de reeleição. Ou seja, o quadro está cada vez mais complicado e difícil, numa eleição em que não haverá alianças. O grupo de deputados estaria buscando outros caminhos, para a tentativa de alcançar um novo mandato. Os cinco parlamentares ainda não falam abertamente sobre o assunto, mas estão mesmo procurando novos ninhos. Contudo, as relações dos demais deputados, com ampla maioria ao lado do governo, continuam intactas. Aliás, é excelente a convivência entre o Executivo e Legislativo em Rondônia.

DANIEL É O PRIMEIRO RONDONIENSE NO CONSELHO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL

Um rondoniense, pela primeira vez na nossa história, faz parte do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, o CNSP, do Ministério da Justiça e Segurança. Indicado por um dos conselheiros e escolhido para fazer parte deste importante órgão, o ex-deputado, ex-vice governador e governador Daniel Pereira já participará da primeira reunião, como conselheiro, no próximo dia 6 de abril. O encontro será por videoconferência para os conselheiros de fora de Brasília e presencial para os que estiverem na Capital Federal. O representante rondoniense, foi convidado para o evento pelo chefe de gabinete da Secretaria Nacional, Agrício Silva, que solicitou, inclusive, que Daniel Pereira apresente temas de debate que poderão ser incluidos na pauta. Daniel, provavelmente, será o único representante não alinhado ao governo Bolsonaro, nesta instituição que debate os problemas e busca soluções para a segurança pública brasileira. Ele credita sua indicação, entre outras coisas, pelo trabalho que realizou, no governo, para aprimorar os projetos de segurança em Rondônia e pela proximidade que teve principalmente com a Polícia Militar e com os Bombeiros. Daniel, hoje superintendente estadual do Sebrae, aliás, deve deixar o cargo em meados de abril, já que pretende disputar a eleição deste ano, a princípio para o Senado, mas ainda está sendo sondado para concorrer ao Governo.

PERGUNTINHA

Você prefere continuar usando máscaras ou prefere tirá-las, tanto em ambientes abertos quanto fechados, já que decretos do Governo e da Prefeitura da Capital autorizam a abolição do equipamento de proteção individual?


Fonte: Extra de Rondonia
Por Sérgio Pires