Preparemo-nos! A Porto Velho de tantos crimes, está sendo "presenteada" com a presença de um dos maiores bandidões do país. Numa decisão surpreendente, apenas com um lacônico aviso à Secretaria de Justiça do Estado, o maior líder da maior facção criminosa do país, estaria prestes a aportar entre nós. Seja, portanto, mal vindo, Marcos Roberto Camacho, aquele que se tornou famoso com o apelido de Marcola, mas também atende pelos codinomes Tuta, Angola, Africano, Marquinhos e Gringo! Mesmo preso, ele ainda é o grande comandante do Primeiro Comando da Capital, o famigerado PCC uma espécie de Exército do crime, organizado, bem armado e com ações principais no tráfico de drogas, assassinatos, assaltos, e algumas das maiores brutalidades, registradas nas sangrentas páginas policiais deste Brasil. O PCC de Marcola fez algumas ameaças em Brasília e, para se livrar do pepino, foi decidido mandá-lo para o Presídio Federal de Porto Velho, sem dúvida o menos policiado e o mais perto da fronteira com a Bolívia, para onde um bandido do tamanho dele pode ser levado em poucas horas, caso liberto por seus asseclas. Obviamente que haverá um sem número de explicações e a "garantia", aquela que todos já conhecemos, de que o Presídio Federal de Rondônia é inexpugnável e que teremos todo um aparato, para que não haja risco de uma tentativa de resgate do poderoso chefão. É bom que se diga, de pronto, que há menos de 15 agentes trabalhando em turnos diários, naquele presídio. E que muitos deles estão extremamente preocupados com esta transferência extemporânea. Áudios sobre isso já circulam nas redes sociais, aliás. Ouve-se, neles, entre queixas, não ter havido análise profunda dos riscos do Presídio rondoniense e das suas condições de segurança, além, é claro, de uma grande falta de pessoal.

Para quem não lembra: Marcola comandou os brutais ataques do PCC em São Paulo, em 2006, praticamente paralisando a cidade por vários dias. As autoridades tiveram que negociar com ele, para que a onda de violência cessasse. Imagine-se ele aqui entre nós, ainda muito fortalecido? Tendo como principal atividade criminosa o lucrativo e bilionário mercado do tráfico de drogas, o PCC estendeu suas operações não só a todas as regiões do país, mas também se internacionalizou, unindo-se a poderosos grupos do crime em diferentes nações, mas principalmente na América Latina. Não há, em todo o Brasil, facção criminosa maior do que o Primeiro Comando, que se converteu no maior grupo criminoso do Brasil. O PCC hoje comanda todo o sistema prisional paulista, com seus mais de 235 mil detentos e se espalhou como rastilho de pólvora pelo país inteiro, inclusive entre nós, em Rondônia, onde é muito forte. Mesmo com todo o seu poder, Marcola sempre negou que seja líder do PCC ou de qualquer outra organização do crime. Entre as autoridades, ele é conhecido por sua liderança, coragem, firmeza e crueldade com seus inimigos. Infelizmente, para Rondônia e para Porto Velho, o chefão está chegando!


Fonte: Sérgio Pires