Vereador Pedrinho Sanches )Avante) / Foto: Extra de Rondônia

O vereador Pedrinho Alves (Avante), em seu pronunciamento ao ocupar a tribuna da Casa de Leis na sessão ordinária desta terça-feira, 22, teceu comentários a respeito do diálogo com as secretárias municipais de Saúde e Planejamento, durante a Reunião das Comissões, ocorrida na última segunda-feira, em Vilhena.

Na pauta, esclarecimentos a respeito das obras de reforma do postinho de saúde do bairro Cristo Rei, paralisadas há mais de um ano. Devido ao abandono, o local virou alvo de furtos (leia mais AQUI)

Para Pedrinho, a reunião foi produtiva e, dentro de tantas questões, afirmou que “tem hora que a paciência se esgota”. “A reforma já fez aniversário e, na história, a gente nunca viu nada igual. Isso porque, quando se trata de recursos públicos, envolvendo pessoas, tem que ser tratado como prioridade. E, o que percebemos, é que todo mês vai se empurrando”, argumenta.

O parlamentar disse que, na Reunião das Comissões, as secretárias municipais garantiram que, em até 10 dias, reiniciam as obras reforma do postinho. Mas, os vereadores concordaram em estender esse prazo para 30 dias, a contar dessa reunião. Caso as obras não reiniciem nesse prazo – explica o vereador – a secretária e o prefeito serão convocados para expor a problemática.

Pedrinho sugeriu que se devolva o dinheiro ao Governo Federal, parceira do município, para que a prefeitura possa investir dinheiro do município e. seja realizada a licitação o quanto antes possível. “A população não pode ser penalizada com isto”, pondera.

Por outro lado, ele criticou o local onde o postinho de saúde está instalado. “Esse local não é nada adequado para funcionar como UBS. É horrível. Não tem as mínimas condições para os pacientes e muito menos para os servidores que ali trabalham. Vamos fazer cumprir o acordo, já que não estamos aqui para brincadeiras”, avisa.

Entretanto, Pedrinho analisa a questão e disse que o resultado deve-se à falta de diálogo do Executivo, através de “ideias de jerico”, expressão popular usada para determinar ideia absurda ou má. “Talvez seja a questão da falta de diálogo entre os dois poderes, que se tomam essas decisões de jerico. Porque quando levou o pronto-socorro que estava no Hospital Regional (HR) para a UPA, nós alertamos aqui nessa Câmara, que aquilo era uma ideia errada, uma ideia de jerico. Porque num acidente, a pessoa tem que ser atendida na UPA primeiro, depois ir ao HR e depois retornar à UPA. Isso acabou ceifando vidas precocemente. E a secretaria concordou que aquela foi uma ideia de jerico, que foi um tiro no pé. Então são essas decisões tomadas aleatoriamente, sem a opinião da população, prejudicam o município”, encerrou.


Fonte: Extra de Rondonia