Governador Rocha é aliado fiel do presidente e assumiu o União Brasil, e Rogério foi fundamental na CPI do Covid 19 e deve assumir o PL


Porto Velho, RO - Pelo elevado número de candidatos que estariam dispostos a enfrentar as urnas em outubro do próximo ano, quando serão realizadas as eleições gerais a presidente da República, governadores, uma das três vagas ao Senado de cada Estado e do Distrito Federal, além de deputados federais e estaduais a disputa será acirrada.

A disputa pelo cargo hoje ocupado pelo governador Marcos Rocha (União Brasil), que deverá buscar a reeleição terá vários nomes expressivos da política regional.

Políticos regionais de destaque, como o ex-governador e ex-senador Ivo Cassol (PP), caso esteja elegível até as eleições; senador Confúcio Moura (MDB), que está de licença por 4 meses e já governou Rondônia em dois mandatos seguidos; prefeito-reeleito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB), ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires (PSB), deputado federal Léo Moraes, que preside o Podemos no Estado; senador Marcos Rogério, por enquanto sem partido, devido a fusão do DEM, partido que ele presidia em Rondônia com o PSL, surgindo o União Brasil, além de Marcos Rocha fazem parte da lista de candidatos. São nomes com enormes condições de sucesso nas urnas em 2022.


Dentre os candidatos citados, considerados favoritos pelo passado político, a União DEM e PSL criou uma situação de difícil solução entre Marcos Rocha e Marcos Rogério, ambos aliados de carteirinha do presidente Jair Bolsonaro, que recentemente se filiou ao PL. A pergunta é fácil, pertinente, mas a resposta é difícil: quem Bolsonaro apoiará em Rondônia? Rocha ou Rogério?

Rocha se elegeu em 2018 a governador, graças a onda Bolsonaro, à época um fenômeno eleitoral. Rocha chegou ao segundo turno na segunda colocação (23,99% dos votos válidos), e disputou o segundo turno contra o favorito vencedor do primeiro turno, Expedito Júnior (31,59%), do PSDB. Rocha se elegeu com 66,34% dos votos válidos contra 33,66% de Expedito, quase o dobro dos votos.

Desde o início do mandato, que completará três anos em janeiro próximo, Rocha sempre se posicionou como aliado em potencial do presidente Bolsonaro.

Ocorre que durante a CPI do Covid-19 o senador Marcos Rogério bateu de frente, inclusive com parte da mídia nacional na defesa de Bolsonaro. Comenta-se com insistência que Rogério é o nome de Bolsonaro, para a vaga do Tribunal de Contas da União (TCU) que ficará vaga no próximo ano.

Ocorre que a senadora Kátia Abreu (PP-TO) é o nome que Bolsonaro estaria disposto a indicar para a vaga ao TCU. Para Marcos Rogério o presidente teria outros planos e, o principal deles, o apoio a uma candidatura a governador de Rondônia.

Após o recesso parlamentar em fevereiro do próximo ano as discussões em torno das Eleições 2022 ganharão mais espaços e decisões concretas. Um dos assuntos mais aguardados é a filiação e posse de Marcos Rogério ao PL em Rondônia e o apoio direto de Bolsonaro para uma candidatura a governador. Caso isso ocorra, e deverá ocorrer, não será nenhuma novidade ou um fato inusitado.

Mas como se comportaria o governador Marcos Rocha, um fiel escudeiro de Bolsonaro em todas as suas posições políticas? Bolsonaro apoiar Rogério seria uma traição a Rocha?

A divisão do apoio fiel a Bolsonaro em Rondônia entre Rocha e Rogério não será bom para o futuro político do presidente em sua pretensão de reeleição. O colégio eleitoral do Estado esteve em torno de 1,2 milhão de eleitores nas eleições municipais de 2020, quando foram eleitores os novos prefeitos e vereadores.

Não é um eleitorado significativo numa eleição presidencial, mas pode fazer a diferença numa eleição onde os candidatos estejam bem cotados como em Rondônia. Já no contexto geral sim, pois temos 26 Estados e o Distrito Federal e eleger um governador parceiro ajuda muito.

Caso seja confirmada as candidaturas a governador de Marcos Rogério e Marcos Rocha a divisão dos votos irá prejudicar a eleição de um deles. Ambos terão dificuldades para chegar ao segundo turno, inevitável nas eleições do próximo ano em Rondônia.

Além dos apadrinhados por Bolsonaro estarem em boa posição para concorrer, o poderio de votos dos demais pretendentes a concorrer à sucessão estadual não permitirá a nenhum dos candidatos somar no primeiro turno mais de 50% dos votos válidos.


Fonte: Rondônia Dinâmica