Espada que pode ser das Cruzadas e ter mais de 900 anos é encontrada no mar em Israel

   

Objeto estava em uma enseada natural perto da cidade portuária de Haifa, no Mar Mediterrâneo, e foi encontrado por um mergulhador amador.

Um mergulhador amador encontrou no Mar Mediterrâneo, em Israel, uma espada que pode ter mais de 900 anos e ser da época das Cruzadas (veja no vídeo acima).

Ela será limpa e restaurada por especialistas e, depois, ficará exposta.

Acredita-se que a espada pertenceu a um cruzado que navegou para a Terra Santa há quase um milênio, afirmou a Autoridade de Antiguidades de Israel na segunda-feira (18).

As cruzadas foram grandes expedições militares organizadas por potências cristãs da época com o objetivo de reconquistar territórios no Oriente Médio.

Espada que acredita-se ter pertencido a um cruzado que navegou para a Terra Santa há quase um milênio é fotografada em 18 de outubro em 2021 na água perto de onde foi encontrada, no fundo do Mar Mediterrâneo, por um mergulhador amador em Israel — Foto: Ronen Zvulun/Reuters

A espada está incrustada por organismos marinhos, mas o mergulhador conseguiu reconhecer o formato da lâmina e do cabo após uma corrente subterrânea retirar parte da areia que a cobria.

Segundo a Autoridade de Antiguidades de Israel, o mergulhador estava em um mergulho de fim de semana no sábado (16) e também encontrou outros artefatos antigos, como âncoras e cerâmicas.

Temendo que sua descoberta pudesse sumir com as correntes marítimas, ele pegou a espada e a entregou a especialistas do governo.


Jacob Sharvit, diretor da Unidade de Arqueologia Marinha da Autoridade de Antiguidades de Israel, segura espada de um metro de comprimento que foi encontrada no Mar Mediterrâneo e especialistas dizem remontar aos cruzados em foto de 19 de outubro de 2021 — Foto: Ariel Schalit/AP

Local do achado

Os objetos estavam em uma enseada natural perto da cidade portuária de Haifa, que fica a cerca de 90 km da capital Tel Aviv e a cerca de 150 km de Jerusalém.

Arqueólogos acreditam que muitos tesouros antigos estão submersos na área.

Kobi Sharvit, diretor da unidade de arqueologia marinha da Autoridade de Antiguidades de Israel, afirma que a enseada provavelmente servia de abrigo para marinheiros.

"Essas condições atraíram navios mercantes ao longo dos tempos, deixando para trás ricos achados arqueológicos", afirma Sharvit.



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