Deputados federais Lúcio Mosquini, Léo Moraes e Expedito Netto na lista do TCU no esquema do TRATORAÇO


Deputados federais Lúcio Mosquini (MDB), Léo Moraes (PODEMOS) e Expedito Netto (PSD) na lista do Tribunal de Contas da União

Porto Velho, RO - O Jornal O Estadão trouxe à tona nessa semana mais um esquema conduzido nos bastidores de Brasília. Desta vez, de acordo com o noticioso, diversos deputados federais estão envolvidos no esquema das emendas, que segundo a denúncia financiou R$ 3 bilhões em equipamentos agrícolas, recurso público que foi manobrado por parlamentares da base governamental em troca de apoio político no Congresso Nacional.

As emendas não são ilegais, contudo, a denúncia aponta que os equipamentos foram adquiridos com sobrepreço, ou seja: foi pago mais do que realmente valia. E os deputados que destinaram as emendas foram escolhidos a dedo, de modo que pudessem defender as pautas do governo em troca do recurso.

Na lista, constam como beneficiados deste acordão três deputados federais de Rondônia: Léo Moraes (Podemos), Lúcio Mosquini (MDB) e Expedito Netto (PSD). Léo é pré-candidato ao governo do Estado. Lúcio Mosquini, por sua vez, entrou na política depois de assumir o comando do DER durante a gestão do ex-governador (e também pré-candidato ao governo do Estado) Confúcio Moura.

Expedito Netto deve ser candidato à reeleição, porém é uma das peças fundamentais da candidatura do Senador Marcos Rogério ao governo do Estado. Netto é filho do ex-senador da República, Expedito Junior, líder maior do PSDB em Rondônia. Expedito (o pai) teve seu mandato de Senador caçado pela justiça depois de ficar comprovado esquemas de corrupção organizados por ele.

O ponto em comum do trio, neste escândalo, é que todos estão de olho no governo do Estado de Rondônia. Cada qual com seu interesse, faria muito bem para seus projetos políticos pessoais a destinação de implementou agrícolas. Propaganda gratuita às custas do dinheiro do povo.

O subprocurador-geral do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU) Lucas Furtado, confirmou à imprensa nacional que solicitou abertura de investigação acerca do caso. De acordo com argumentos utilizados pelo subprocurador-geral, é possível que a ação em que os deputados rondonienses estejam envolvidos, tenha desrespeitado o princípio da isonomia, uma vez que a distribuição do recurso não foi feita de forma igualitária, muito menos tenha respeitado os princípios da administração pública, levando em conta apenas os interesses políticos de um seleto grupo que consolidou apoio ao governo depois de garantir os recursos das emendas.

Outro fato em comum entre os três parlamentares é que nenhum deles é aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Léo Moraes, por exemplo, é membro de um partido centro-esquerda, cujo principal viés é criticar manobras políticas como, por exemplo, trocar apoio político no Congresso Nacional por favores escusos disfarçados de benefícios à população, que é quem está de fato pagando a conta. Léo faz um grande esforço pra publicitar o fato de que devolve recursos de gabinete, mas não está fazendo nada pra apurar uma grave denúncia de superfaturamento na qual ele próprio foi envolvido.

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