Coleta de sangue para comprovar ausência de circulação viral em Rondônia será feita em mais de 300 propriedades rurais

Coleta de sangue para comprovar ausência de circulação viral em Rondônia será feita em mais de 300 propriedades rurais

Porto Velho, RO – A sorologia em bovinos, para comprovar ausência de circulação viral da febre aftosa, uma das etapas mais importantes para que Rondônia seja reconhecida internacionalmente pela OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) como zona livre da doença sem vacinação, foi iniciada na última segunda-feira (18) pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron).

“Foram selecionadas, dentro de critérios técnicos e científicos, 310 propriedades rurais, em 31 municípios, com o objetivo de colher, aproximadamente, 9.700 amostras de bovinos na faixa etária de 6 a 24 meses de idade. As amostras de sangue serão encaminhadas ao laboratório oficial do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em Belém/PA, para que sejam analisadas e comprovada a ausência da circulação viral. O encaminhamento dessas amostras ao laboratório deverá ser feito até meados do mês de junho”, explicou o médico veterinário Júlio Cesar Rocha Peres, presidente da Idaron.

“No Bloco I, a coleta de amostras será feita em propriedades de Rondônia, em duas do Amazonas, em uma do Mato Grosso e em 17 do Acre”, completou.

O estudo sorológico foi estruturado para detectar, através de amostragem, se há ocorrência de transmissão do vírus da Febre Aftosa nos rebanhos de animais que são suscetíveis à doença, nos estados e regiões que suspenderam a vacinação, de acordo com o Plano Estratégico 2017-2026 do PNEFA (Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa).

Vale ressaltar que este delineamento amostral foi elaborado por meio da cooperação técnica entre a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), através do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA-OPAS / OMS) e o (Mapa). Estima-se que as colheitas nas 310 propriedades de Rondônia ocorram até o dia 03 de junho. “Para isso, a Agência Idaron formou 40 equipes de campo compostas por médicos veterinários e técnicos para cumprir esta importante missão de colheita de soro neste curto espaço de tempo”, destacou Júlio Peres.

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