Sem atividades, Brazuca busca “sobreviver” em meio à pandemia

Porto Velho, RO – O Brazuca estuda nos bastidores uma maneira para buscar uma flexibilização junto aos governantes para retornar seus trabalhos em meio a pandemia de novo Coronavírus (Covid-19). Há 60 dias sem atividades, a escolinha de futebol tem buscado alternativas para buscar a “sobrevivência” do projeto que até a paralisação contava com aproximadamente 200 atletas.

“Temos conhecimento de como nosso Brasil, Estado e município se encontram com relação a essa mudança de vida que o Covid-19 esta nos causando. Priorizamos muito a saúde, tanto física quanto mental, pois somos profissionais de Educação Física e que também se inclui na área da saúde e ajuda a combater varias doenças, como o sedentarismo, obesidade, diabetes, surtos e outros problemas de saúde. No entanto, acho que nós que vivemos de escolas de futebol ficamos sem apoio e sem um termo de flexibilização para o segmento”, frisou o técnico do Brazuca, Fabricio Brasileiro.

Para Fabricio, as medidas restritivas também podem ser adotadas pela escolinha. “Se uma academia pode trabalhar com restrições nós também podemos. Não queremos voltar aulas com todos os alunos, mas precisamos do direito de fazer treinos personalizados para poder manter empregos, junto a isso a saúde física e mental das crianças e de ter o nosso feijão e arroz do dia. Nós como escolas temos responsabilidade de manter o local seguro e dar aulas personalizadas”, acrescentou.

De acordo com o treinador, a busca pela reinvenção no atual momento gera incertezas. “Nem todas as crianças tem acesso as mídias sociais no celular e espaço em casa. Estamos buscando passar treinos on-line, atividades onde o aluno interaja conosco e com a bola em seu espaço que muitas vezes é reduzido em casa. Porém nem todo mundo encontra-se hoje com facilidade para contribuir financeiramente com os nossos serviços”, frisou.

Com o projeto iniciado em 2014, o Brazuca vinha conquistando seu espaço na capital rondoniense. “Nós estávamos numa crescente muito boa, no quantitativo de alunos, em competições que disputávamos e no pacote individualizado de serviços que oferecíamos. Agora, nessa mudança, teremos que dar um start num reinício. Recomeçar todo um trabalho, pois teremos que nos readequar a realidade do mercado e as normas para realização das atividades”, revelou.

Fabrício acredita que o futuro será de dificuldades para as escolinhas de futebol. “Vamos tentar manter nossa estrutura para realizar atividades, tentar manter os alunos e pais que estão passando conosco nessa mudança, consequentemente realizar ações onde possam divulgar nosso trabalho nos adequando a todo cenário. Porém, para conseguirmos nos manter vivos no mercado, além do nosso esforço diário, precisamos de apoio dos nossos governantes para a nossa classe”, apontou.

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