Ana Beatriz Almeida de Carvalho tem apenas 10 anos e está próxima de entrar para o seleto grupo de alunos da Escola do Teatro Balé Bolshoi no Brasil, uma das instituições mais respeitadas no mundo da dança. Após superar uma etapa com 4.673 concorrentes de 18 estados brasileiros e representantes estrangeiros, ela está de malas prontas para embarcar com a mãe Katiele Almeida e a professora Maria Rita do Nascimento para Joinville, Santa Catarina, onde acontecerão outras fases da seleção.

“Ela é muito focada no que faz. Em 2020, as aulas foram todas ‘on line’ e a Ana Beatriz participou de todas, com acompanhamento da professora Rita”, diz Katiele, sem esconder o orgulho. Ela sonha com o sucesso da filha e com outra conquista. “Gostaria que em nossa cidade surgisse a cultura do espetáculo de balé. É um evento maravilhoso. Pena que muitas pessoas nunca tenham assistido ainda”, lamenta.

A sede da Escola de Balé Bolshoi fica em Moscou e sua única filial está localizada no Brasil. Todos os anos, centenas de alunos brasileiros e estrangeiros disputam vagas na instituição. O rigoroso processo seletivo, por conta da pandemia de Covid-19, iniciou com vídeos encaminhados pelos candidatos. A fase presencial inicia agora.

APOIO MUNICIPAL

Projetos de alcance social e mudanças de vida de muitas famílias têm pautado ações de diversas pastas da Prefeitura de Porto Velho. Estas iniciativas incluem a primeira-dama Yeda Chaves, que presta apoio desde o início da trajetória da aluna-bailarina.

A secretária Gláucia Negreiros, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), diz que não faltará ajuda para a representante de Porto Velho na seleção da Escola do Teatro Bolshoi. Mãe, professora e a estudante viajam nesta quarta-feira (17), para Joinville.

Ana Beatriz faz parte de um projeto da Escola Municipal de Ensino Fundamental João Ribeiro Soares, que é coordenado pela professora Maria Rita do Nascimento.

“A Semed estimula, por meio da Divisão de Arte e Cultura, o desenvolvimento das atividades esportivas, artísticas e de dança. E as atividades de balé fazem parte deste trabalho”, destaca Gláucia Negreiros. Segundo ela, Ana Beatriz é um exemplo do sucesso destas políticas públicas.

DETERMINAÇÃO

Se a pandemia trouxe obstáculos para o cotidiano de Ana Beatriz, em nada afetou sua determinação. A partir de quinta-feira (18), ela terá uma série de provas que precisarão ser vencidas para concretizar o sonho.

Se for vitoriosa em todas as fases e entrar para a Escola Bolshoi, a rotina de Ana Beatriz e sua de mãe vai mudar. “Sendo aprovada, ela vai estudar lá. Serão oito anos em Joinville”, diz a mãe da pequena bailarina.

A alegria da professora Maria Rita do Nascimento não é menor que a da pequena bailarina Ana Beatriz e sua mãe Katiele. Ela atua na rede municipal de ensino e é ex-aluna do Teatro Municipal de Porto Velho. Rita acumulou experiência em cursos no Brasil e no exterior. O currículo é enriquecido pelo fato de ter feito aula com Isolina Rabelo, professora do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Professora desde os 18 anos, Maria Rita teve outro aluno com passagem pela Escola do Teatro Balé Bolshoi. Segundo a professora, a falta de recursos financeiros prejudica a maioria das crianças que têm interesse pelo balé. “Os patrocínios são escassos e os pais são obrigados a bancar os gastos”, revela com tristeza.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: Arquivo pessoal

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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