Enfermeiros de Rondônia celebram Dia da Enfermagem definindo trabalho como a arte de cuidar incondicionalmente

Enfermeiros de Rondônia celebram Dia da Enfermagem definindo trabalho como a arte de cuidar incondicionalmente

Porto Velho, RO – Hoje, 12 de maio, celebra-se o Dia Internacional da Enfermagem, em homenagem aos profissionais destinados ao cuidado com o ser humano em tratamento individual, na família ou em comunidade e no acompanhamento de cirurgias.

O enfermeiro Ulisses Ferreira Hosquem Pires, do setor de hemodiálise do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, formado em 2006, conta que começou a exercer a profissão em 2008 em Rondônia, e que a enfermagem também o escolheu, no início por influência e incentivo de um tio, que também é enfermeiro.

“Na verdade não foi bem eu que escolhi a enfermagem, foi mais a enfermagem que me escolheu, vamos dizer assim. Mas só quando você entra em um hospital ou uma Unidade de Saúde e começa a exercer de fato a profissão, que entende realmente o que é. Poder ajudar ao próximo, sem dúvida é a parte mais gratificante da profissão, saber que você é útil, é o cuidado, o estar próximo ao paciente, trazer conforto, trazer paz e a cura, essa é a alma da enfermagem”, expõe Ulisses.

A vida dos enfermeiros é marcada por várias histórias com os pacientes e uma que marcou a de Roceléia Serra Barros, enfermeira do 5º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC), foi uma punção, que consiste na introdução de um catéter em veia superficial, em uma criança. “Parece que foi Deus que me guiou para achar a veia, peguei de primeira, hoje me considero melhor”, lembra a enfermeira, acrescentando que “só de você saber que fez o bem a alguém que muitas vezes nem sabemos quem é, é muito gratificante. E quando vem uma mãezinha e fala: ‘filha foi ela que cuidou de você pequenina no hospital’. Não tem coração que resista tanto amor”, relata a sargento Roceléia Serra, agradecendo a Deus todos os dias pelo dom que recebeu.

Gestantes da Saúde da Família com a enfermeira Ariane

“Não tenho uma história de um paciente específico que me marcou, porque são muitos pacientes ao longo da carreira, são 12 anos de trabalho, como enfermeiro. Mas o que eu acho que me marca mais, é quando vemos um paciente se recuperando de um estado muito grave, onde com os cuidados conseguimos ver a melhora dele no dia a dia, até receber alta e sair da UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Fico contente quando um paciente me reconhece na rua e agradece pelos cuidados a ele, é o reconhecimento do nosso trabalho”, conta Ulisses.

“Ser enfermeiro é fazer parte de famílias. Na unidade que atuo, acompanho a saúde de várias famílias, no pré-natal, na gestação, no nascimento e no seu crescimento. Isso é muito gratificante, dar o cuidado qualificado para o ser humano individualmente, na família ou para a comunidade, isso é enfermagem”, destaca a enfermeira Ariane Ferreira Lima, que trabalha na estratégia da saúde da família do município de Porto Velho.

Ariene explica que apesar da profissão ser gratificante, os profissionais que buscam a área devem estar cientes dos desafios. “Temos que ser ótimos profissionais em tudo que fizermos e sempre estar nos atualizando”.

Ulisses diz que a profissão não está ligada somente aos cuidados dos pacientes, “mas também no relacionamento interpessoal com médicos, técnicos de enfermagem, agentes de laboratório e até na liderança de equipe, ou mesmo na gestão de unidades de saúde. Isso tudo está envolvido na profissão, então se você gostar saiba que vai encarar muito desafios, mas que também é muito gratificante,” finaliza.

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA