Barco destruído após caminhão guindaste tombar é única fonte de renda de família

Barco hotel ‘Kaiman’ atuava com turismo no rio Guaporé em Pimenteiras do Oeste — Foto: Irene Alves/arquivo pessoal

Os proprietários do barco hotel “Kaiman”, Irene Alves Almeida, de 49 anos, e Valdecir Francisco Mackowiack, de 54, perderam a única fonte de renda após um caminhão guindaste, que tentava colocar o barco rebocador dentro do Rio Guaporé em Pimenteiras do Oeste (RO), tombar e destruir a embarcação. O caso aconteceu na terça-feira (7).

Desolada, a mulher relembra o momento em que o barco despencou no rio que costumava ser o seu local de trabalho.

“Foi o momento em que tudo o que nós construímos foi embora em questão de minutos. É muito triste ver aquela cena, aquele filme de terror”, desabafa.

Em entrevista ao G1, Irene comenta que os estados de saúde dela e do marido estão instáveis e que ambos estão abalados psicologicamente.

“Aquele filme está passando na minha cabeça, não consigo dormir. Vejo o barco no guindaste o tempo todo. As cenas fortes que ficaram dentro da gente, só o tempo para tirar”, disse a proprietária, muito emocionada.

Na noite da última quinta-feira (9), Valdecir Francisco chegou a passar mal após uma visita da Marinha à residência, e precisou ser internado.

Atualmente, Irene mora com o marido, o filho e uma irmã no barco hotel. A família estava construindo uma casa fora do rio, onde iriam morar.

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