Reeducandos da Casa de Detenção de Cacoal têm se dedicado nas últimas semanas ao bloqueteamento de todo o pátio da unidade prisional.  Todos os bloquetes utilizados no serviço são produzidos por eles próprios em uma oficina montada com o apoio do Departamento de Estradas  de Rodagem e Transportes (DER), que cedeu maquinários à Casa de Detenção. São mais de 1.2 mil metros quadrados de área e mais de 14.5 mil bloquetes já foram produzidos.

“O DER disponibilizou o maquinário para a fabricação de bloquetes e outros artefatos de cimento; nesse momento a produção está atendendo a demanda interna da Casa de Detenção. Mas é uma parceria que vai possibilitar também a produção para atender a demanda do DER e de outros órgãos. Estamos satisfeitos com o trabalho dos reeducandos e essa parceria só vem a somar”, destacou o residente regional do DER, Emiliano Mancuso.

De acordo com o diretor da Casa de Detenção de Cacoal, Gilberto Andrade, 22 reeducandos estão envolvidos na produção dos bloquetes e no calçamento da unidade. Além da finalidade educativa e produtiva, a atividade laboral por parte dos reeducandos possibilita a remissão de pena. A cada três dias trabalhados, é possível reduzir um dia de pena.

Em Cacoal, além da fábrica de artefatos de cimento, a unidade dispõe de oficina de consertos gerais e ateliê de costura. Os reeducandos também se dedicam aos serviços de limpeza, manutenção, marcenaria, lanternagem e construção. Outro convênio junto ao DER possibilita que reeducandos do regime semiaberto prestem serviços ao órgão, recebendo um salário mínimo pago pelo Fundo Penitenciário Estadual (Fupen) da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).

Produção chega a 500 bloquetes por dia na unidade prisional de Cacoal

A Casa de Detenção de Cacoal também tem buscado formas de gerar renda aos internos. No ateliê de costura, por exemplo, além da confecção dos uniformes utilizados pelos internos e da produção de máscaras faciais para o enfrentamento da Covid-19, as reeducandas têm confeccionado sacolas reutilizáveis que são comercializadas em mercados da região. Parte da renda pela venda das sacolas são destinadas às reeducandas e outra parte é destinada à aquisição de insumos para a atividade, como tecido e linhas.

“Grande parte dos internos tem vontade de trabalhar, então estamos buscando formas para que cada vez mais eles participem das atividades laborais. Agradecemos a parceria do DER, que disponibilizou a fábrica de artefatos de cimento. Atualmente, mais de 500 bloquetes estão sendo produzidos na unidade. Além disso, agradecemos essa atenção por parte do Governo de Rondônia, que tem incentivado a atividade laboral dentro das unidades prisionais”, destacou o diretor da Casa de Detenção.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui