Vara de Tóxico sentencia dupla que foi presa com mais de 89 quilos de cocaína na BR-364

Vara de Tóxico sentencia dupla que foi presa com mais de 89 quilos de cocaína na BR-364

Porto Velho, RO – A Vara de Delitos de Tóxico de Porto Velho sentenciou a dupla Leomar José Trigo Júnior e Gilberto Oliveira Ribeiro, a respectivamente 14 anos e 13 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Os dois foram presos em flagrante na manhã do dia 9 de dezembro de 2018, no posto da Polícia Rodoviária Federal localizado na BR 364, Km 806, transportando 89 quilos de cocaína.

A dupla estava indo para o Acre e confessou que iria levar o entorpecente para a cidade de Comodoro, no Mato Grosso. Os dois estavam transportando a droga no veículo Fiat/Strada, de placas OZW-5657, e disseram aos policiais rodoviários que eram agricultores. Outros 19,30 quilos da droga foram encontrados no painel do veículo posteriormente, elevando para 109 kg o volume de cocaína apreendido.

O restante da droga só foi descoberto em uma oficina mecânica em um fundo falso quando o veículo foi, posteriormente à apreensão, acautelado para uma igreja evangélica. O carro estava com problema no ar condicionado e levado para a oficina. O carro foi novamente apreendido para perícia e a denúncia de tráfico teve que ser aditada em decorrência do aumento da quantidade de droga apreendida.

Ao sentenciar os réus, o juízo deixou claro que Leomar não é uma simples ´mula´ do tráfico e que ambos se dedicam às atividades e organização criminosa. “Nenhum traficante iniciante tem acesso a vultosa quantidade de droga como a que fora encontrada neste caso. Somente quem já está inserido neste meio criminoso consegue expressiva quantidade”, ressaltou o juiz Luiz Antônio Sanada.

De acordo com o magistrado as evidências de que ambos fazem parte de um grande esquema são várias. “Deve-se observar ainda que para o cometimento desta ação há necessidade de se fazer um plano de ação, envolver pessoas e ideias, arrumar o veículo com uma engenhosa e diabólica forma de ocultar as drogas. Por fim, colocar o plano em ação, caracterizando -desta forma- um conjunto uníssono de pessoas e ideias determinadas para prática do ilícito”, disse o juiz.

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