Governador de Rondônia enaltece integração e vice-presidente da República prevê a prorrogação da Operação Verde Brasil 2

A operação é destinada a combater o desmatamento e prevenir as queimadas na região

Porto Velho, RO – O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, acenou com a possibilidade de que seja prorrogada a Operação Verde Brasil 2, deixando claro que levará a proposta para a reunião do Conselho de Governo na terça-feira (9), quando apresentará ao presidente da República, Jair Bolsonaro, os resultados obtidos até o momento nas ações implementadas. A informação de solicitar a prorrogação foi anunciada pelo próprio vice-presidente durante coletiva de imprensa realizada na noite de domingo (7), na 17ª Brigada de Infantaria de Selva, em Porto Velho, com a presença do governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha.

A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pela vice-presidência da República, em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo governo federal, em 11 de maio deste ano, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal.

Durante a estada do vice-presidente da República na Capital rondoniense, foram amplamente debatidos os resultados e desafios da atuação do Conselho Nacional da Amazônia Legal – presidido pelo próprio general Mourão – quanto à Operação Verde Brasil 2, destinada a combater o desmatamento e prevenir as queimadas na região.

Vice-presidente da República, general Mourão, ao lado do governador Marcos Rocha, detalha sobre a Operação Verde Brasil 2

O vice-presidente da República acompanhou de perto as atividades da Operação Verde Brasil 2 na área de atuação do Comando Conjunto Príncipe da Beira (CCj PB) nos estados do Acre, Rondônia e Sul do Amazonas. Na oportunidade, foram apresentados os detalhes das atividades em andamento da operação, sendo destacada a integração entre as Instituições Federais e Órgãos de Segurança Pública e Fiscalização (OSPF).

Dentre as várias perguntas feitas pela imprensa, uma delas trouxe à tona a integração entre o governo do Estado e o Governo Federal para união de esforços com intuito de compor as medidas desenvolvidas na Operação Verde Brasil 2. O vice-presidente da República argumentou que tem sido confirmado o máximo de apoio que vem sendo dado pelos governadores, a exemplo de Rondônia que tem empregado as forças policiais, Corpo de Bombeiros, órgãos de fiscalização, ou seja, auxiliando efetivamente e trabalhando lado a lado.

Durante a explanação, o general Mourão dividiu a resposta com o governador Marcos Rocha que, de imediato, salientou e reforçou a integração, fazendo valer a missão do Conselho que é a de coordenar e integrar as ações governamentais relacionadas à Amazônia Legal. “O governo de Rondônia está unido. Em todas as ações temos reportado ao governo federal, e isso tem dado facilidade para que seja feito o planejamento adequado. Importante é estarmos unidos e combatendo as queimadas ilegais. Todos os órgãos do Estado estão disponíveis ao governo federal para trabalho em conjunto e que possam atuar em defesa da sociedade”, destacou o governador, aproveitando para enaltece as várias ações do governo do Estado que contam com grande apoio do Exército Brasileiro, bem como de outros órgãos, citando como exemplo o drive-thru realizado no sábado para a realização de testes rápidos da Covid-19.

Governador Marcos Rocha destaca a integração com o Governo Federal para combater o desmatamento na Amazônia Legal

É a segunda vez somente este ano que o vice-presidente general Mourão vem a Porto Velho. No início de maio, o vice-presidente, que naquele momento estava em exercício na presidência, esteve reunido com o governador Marcos Rocha e demais secretários de Estado, ocasião em que foi detalhado o planejamento elaborado pelo governo estadual, definindo propostas para a Amazônia rondoniense, com ênfase na defesa de importantes pilares que vão desde a conservação, proteção e desenvolvimento ambiental, ao ordenamento e regularização fundiária, bem como prevenção e combate aos incêndios florestais.

PLANEJAMENTO

Ao tecer comentário durante a coletiva de imprensa sobre o planejamento para regiões afetadas, o general Mourão lembrou que no dia 23 de março, o Conselho Nacional da Amazônia Legal fez uma reunião, ocasião em que foram apresentadas as bases para o planejamento estratégico que está sendo realizado dentro das quatro Comissões (Integradora; Proteção; Preservação; e Desenvolvimento).

Ao mesmo tempo, conforme o vice-presidente, sete ações prioritárias foram decididas, entre elas a questão do combate imediato ao desmatamento, garimpo ilegal e as queimadas. “Obviamente, brevemente estaremos entrando na estação das queimadas e o nosso planejamento prevê essas operações até o final desse período de governo do presidente Jair Bolsonaro, ou seja, até 2022, porque na situação atual que estamos, onde ainda não temos uma regularização fundiária e ainda temos a carência do zoneamento econômico e ecológico, temos carência dos órgãos de fiscalização por falta de pessoal, é necessário que operações integradas dessa natureza sejam levadas em efeito para que possamos coibir as ilegalidades”, enfatizou o vice-presidente da República.

Durante a coletiva, vice-presidente destacou a importância de operações integradas

A Operação Verde Brasil 2 tem apoio de agentes de fiscalização da Sedam, Batalhão da Polícia Ambiental (BPA), Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Defesa Civil, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Forças Armadas (Exército Brasileiro, Aeronáutica, Polícia Federal).

Antes da coletiva de imprensa, o vice-presidente da República esteve reunido juntamente com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo; com o comandante Militar da Amazônia, general Theophilo Gaspar de Oliveira; com o comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Bda Inf Sl), general Luciano Batista de Lima; com o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha; com o governador do Acre, Gladson Cameli; bem como outras autoridades civis e militares.

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