Após 13 anos, ninguém foi responsabilizado pela morte do ex-presidente da OAB-Cacoal

Após 13 anos, ninguém foi responsabilizado pela morte do ex-presidente da OAB-Cacoal

Porto Velho, RO – No próximo dia 30 de março completa 13 anos do assassinato do advogado Valter Nunes Coelho, sem que ninguém tenha sido responsabilizado pela morte dele. Valter foi morto a tiros, dentro de seu escritório, na Avenida Guaporé, na época em que era presidente da seccional da OAB no município.

Até agora as duas tentativas da Justiça de colocar os acusados do crime atrás das grades deram errado, pois foram inocentados em dois julgamentos da Vara do Júri, um em 2016 e o último realizado no Campus da Unir de Cacoal, em abril do ano passado, numa sessão em que nem a mídia de Cacoal compareceu.

O caso está nas mãos do Juízo da 1a Vara Criminal de Cacoal, que pronunciou os acusados: Vera Lúcia Nunes de Almeida (advogada já falecida, ex-mulher e suposta mandante do crime), além do suposto amante dela, Sóstenes Alencar ferreira, Cássio de jesus Claros e Jonas de Freitas.

Segundo o que ficou apurado, os acusados Jonas e Cassio foram contratados por Vera, mulher do advogado, e Sóstenes, mediante a promessa de pagamento no valor deR$ 300.000,00. Pelos relatos de testemunhas do procesos, o crime possui contornos passionais, incluindo orgias sexuais com prostitutas.

Vera Lúcia, a suposta mandante do crime, estava fora da cidade no dia do crime, e sempre jurou inocência. A polícia só chegou ao nome dela através de uma confissão feita por um dos executores do crime que a delatou junto com os comparsas para ter a pena diminuída.

Cássio era quem pilotava a motocicleta que levou Jonas Freitas – autor dos disparos – até o escritório do advogado.
Como se vê, todos os levantamentos e investigações feitas pela Polícia Civil apontam com veemência e provas robustas a participação dos acusados, mas o Sinédrio Popular teima em manter a “irresponssabilização” dos envolvidos.

No dia 4 de fevereiro de 2019, o Juízo da 1ª Vara Criminal de Cacoal reconheceu e decretou a extinção da punibilidade de Vera Lúcia em virtude de seu falecimento. Esta semana, o mesmo juízo determinou que a arma do crime, seja desvinculada da Ação Penal 0042709-02.2007.8.22.0007.

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