Trabalhadores dedicados e tecnicamente preparados são essenciais para o funcionamento do Estado de Rondônia

Trabalhadores dedicados e tecnicamente preparados são essenciais para o funcionamento do Estado de Rondônia

Porto Velho, RO – O 1º de Maio – Dia do Trabalhador – é comemorado nesta sexta-feira, em meio a uma pandemia, o que faz com que os profissionais da saúde que estão na linha de frente do enfrentamento da Covid-19, juntamente aos que compõem diversas categorias, tenham a missão de manter  o Estado de Rondônia funcionando em um contexto desafiador.

‘‘Eles são essenciais! Na saúde, segurança, alimentação, transporte, limpeza, seja qual for a função que ocupe, na formalidade ou informalidade, há uma mão de obra formada por homens e mulheres que se dedicam intensamente, mesmo atuando em atividades menos visíveis, e merecem toda nossa valorização e precisam da nossa proteção’’, afirma a diretora da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), Ana Flora Camargo Gerhardt.

Para a diretora, conduzir a Agevisa nesse momento de pandemia é um desafio que está sendo superado dia a dia.  ”Isso só acontece através de  uma equipe bem coordenada, comprometida, dedicada, e que diuturnamente trabalha em defesa da vida de cada cidadão do Estado de Rondônia. E é uma equipe integrada com outras instituições públicas e privadas, com o único intuito de combater e controlar essa pandemia em cada rincão do nosso Estado”.

É na Agevisa que está instalada a Sala de Situação Integrada (SCI), onde funciona o Sistema de Comando de Incidentes e se faz o alinhamento das ações do Estado para o enfrentamento da Covid-19 com ações conjuntas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Agevisa e Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO). Um exemplo de como profissionais de diversas especialidades fazem a diferença através de um trabalho integrado.

O motorista Egnaldo de Souza destaca a satisfação em trabalhar no enfrentamento à pandemia

DEDICAÇÃO

Egnaldo de Souza Caminha, 41 anos, é motorista há mais de 20 anos, sendo 11 anos dedicados ao Governo. Como motorista da Agevisa, ele tem uma missão muito especial de transportar a equipe que trabalha nas barreiras sanitárias e trazer do interior do Estado para Porto Velho as amostras coletadas de pessoas com suspeita de Covid-19.

‘‘Tenho visto os colegas trabalhando sem medir esforços. É uma equipe bem estruturada visando o melhor para conter a contaminação desse vírus no nosso Estado, e nós motoristas também estamos na frente dessa batalha através de um setor de transporte bastante competente, e com a parceria da Superintendência de Gestão dos Gastos Públicos Administrativa (Sugesp) atenta à manutenção dos veículos’’, afirma.

Ele conta ainda que a Agevisa tem orientado sobre a proteção e fornecido os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s). ‘‘Dentro do carro, temos máscaras, álcool em gel e luvas. Somos orientados a usar esses equipamentos e no retorno para casa separar nossas roupas para lavar separadamente’’, explica.

Para Egnaldo, o trabalho nessa pandemia é desafiador, mas ao mesmo tempo gratificante. ‘‘Exige muito tempo na estrada. Saímos cedo de Porto Velho para buscar amostras até Vilhena, para entregar no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Nas barreiras sanitárias, também não temos hora para começar e nem para parar nossos serviços, mas fazer o que a gente gosta é gratificante. Eu vejo todo nosso trabalho de forma positiva, está surtindo efeito porque observamos que quando a população é orientada, a chance de contaminação é menor, mas infelizmente existem aqueles que ouvem, mas não querem cumprir’’, disse.

Fisioterapeuta Isabela Moura, casada e mãe de gêmeos

COMPROMISSO

A fisioterapeuta Isabela Moura, 34 anos, trabalha na Unidade de Assistência Médica Intensiva (AMI). Atuando diretamente na utilização da ventilação mecânica em pacientes internados com Covid-19. Ela enxerga o trabalho como um compromisso do qual não pode abrir mão, pois dele depende a manutenção de vidas.

‘‘Tem sido dias difíceis, mas temos uma equipe muito comprometida. Eu sempre levei meu trabalho como um compromisso, mas hoje ele esse compromisso tomou o significado ainda maior, pois temos medos, inquietações, temos família como todo resto da população, mas o compromisso que temos com as outras pessoas faz a gente colocar de lado o que sentimos, pois sabemos que é importante estarmos lá com as pessoas que precisam do nosso conhecimento’’, considera.

Sair de cena em um momento tão importante para a população não é opção para a profissional. ‘‘Não acho justo diante de tudo que aprendi, estudei, meu conhecimento sobre a ventilação mecânica tão importante para pacientes que evoluem com gravidade, eu agora me anule de usar isso para ajudar as pessoas. Ao mesmo tempo em que eu não queria estar vivendo isso, entendo que preciso estar lá porque as pessoas precisam de mim e do que sei, para que os pacientes saiam disso vivos’’, afirma a fisioterapeuta, casada e mãe de gêmeos de um ano e três meses.

Ela conta que o marido a encontra quando o plantão termina, e os pais, que não está tendo contato físico, são orgulhosos do compromisso dela com a saúde da população. ‘‘Meu compromisso é fazer de tudo para sairmos dessa pandemia com o mínimo de perdas possíveis’’, assegura

Jornalista Montezuma Cruz, 67 anos, atuando em home office

DESAFIO

Ainda tem aqueles que precisaram ser afastados dos ambientes de trabalho para preservação da saúde. Mas que se mantêm ativos em suas atividades laborais através de home office, com o trabalho digital. O jornalista Montezuma Cruz, 67 anos, é um deles. Experiente, dedicado e admirado pelas matérias com trato humano excepcional, ele compõe a equipe da Superintendência de Comunicação do governo de Rondônia.  ‘‘Entrevistar pessoas por telefone, em hipótese alguma, permite a matéria com a qual a gente sonha. Assim, esse período me fez perguntar: o que faltou? E se faltou, é porque o repórter não se aproximou nem olhou bem dentro dos olhos da fonte’’, considera.

Mas ao mesmo tempo em que o contato direto com a fonte ficou impossibilitado, Montezuma enxergou não mais o olhar do entrevistado, mas muitas outras oportunidades que esse período sem igual lhe propiciaria. ‘‘Eu e tantos outros repórteres estamos aprendendo um pouco mais a respeito de infectologia, estrutura hospitalar, artesanato de máscaras protetoras, preços de mensalidades escolares, situações do funcionalismo público, estado de calamidade pública, solidariedade em geral, mobilização de pesquisadores cientistas, pregoeiros e licitadores de compras, entre outros aspectos igualmente importantes’’.

‘‘Pauteiras e editoras da Secom trabalham atualmente num ritmo incessante, sacrificando o próprio convívio familiar para dar conta do cotidiano ditado pela pandemia, e por extensão, apóiam repórteres no debulhar dos temas eleitos. É uma baita experiência, momento único mesmo, se considerar a idade deste repórter. Vejo que o jornalismo hoje nos permite conhecer mais a respeito de alguns assuntos sobre os quais não nos dedicaríamos tanto, se não existisse essa pandemia. De hoje em diante, não sei bem até que dia, posso sintetizar esses momentos numa só frase: grato, ao Senhor, por me conceder saúde e me doar ao próximo naquilo que faço. A quarentena atropelou tudo, menos a minha fé”, finaliza.

A diretora da Agevisa, Ana Flora Camargo Gerhardt, parabeniza a todos os trabalhadores do Estado de Rondônia.

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