O Governo de Rondônia, por meio do Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBM), realizou o curso de capacitação direcionado para profissionais que atuam nas Defesas Civis municipais com treinamento que envolve situações de desastre, tais como: alagamentos, enchentes, inundações, queimadas, desbarrancamentos e pragas. As atividades foram divididas em três fases, sendo que a primeira foi realizada entre os dias 30 e 31 de março, no Teatro Guaporé, em Porto Velho.

Antes do início das atividades, os participantes foram convidados a realizarem a testagem rápida de diagnóstico da Covid-19 (Swab), visando garantir maior segurança sanitária dos envolvidos durante a apresentação dos conteúdos, conforme enfatizou a técnica operacional da Defesa Civil Estadual, subtenente Patrícia Martinez da Silva Pimenta, afirmando que novos testes serão realizados até o fim do curso.

O treinamento contou com a participação de coordenadores e membros das Defesas Civis Municipais. Ao todo, 17 municípios enviaram representantes: Ariquemes, Buritis, Chupinguaia, Cabixi, Costa Marques, Cacoal, Guajará-Mirim, Jaru, Ji-Paraná, Machadinho d’Oeste, Monte Negro, Nova Mamoré, Pimenta Bueno, Pimenteiras do Oeste, Rolim de Moura, e Vilhena.

Ao falar sobre a Defesa Civil, a técnica operacional ressaltou tratar-se do primeiro órgão a chegar em uma situação de desastre e o último a sair, sempre preparado para qualquer emergência. Por esse motivo, são fundamentais os treinamentos que ocorrem desde 2010. No entanto, em virtude da pandemia adaptações foram realizadas para maior segurança dos participantes.

No primeiro dia de execução do treinamento foi abordada a estrutura da Defesa Civil e explicado quanto aos conceitos gerais no curso. Conforme defende a subtenente Patrícia, é importante apresentar aos participantes do  como é a estrutura do órgão, mostrando os conceitos gerais, visando melhor conhecimento as ações que possam ser colocadas em prática.

A Defesa Civil utiliza algumas ferramentas para auxiliar nas ações realizadas, uma delas são as informações hidrológicas contidas no site da Agencia Nacional de Águas (ANA). Outra fermenta é o aplicativo Windy, que faz um monitoramento climatológico, que verifica questões relacionadas às queimadas, bem como ventos para melhor orientar na navegação de aeronaves.

O órgão tem atuação muito além de enchentes e incêndios. A Defesa Civil tem mapeada as particularidades de cada município. No caso de Vilhena, ocorre grande incidência de vendavais. Em Buritis é registrado desastres com pragas, como é o caso dos caramujos. Já em Porto Velho ocorrem os desastres com enchente e desbarrancamento.

Vale ressaltar que a Defesa Civil também atua em desastres tecnológicos como rompimentos de barragens, acidentes aéreos entre outros.

Representantes das unidades de Defesa Civil destacaram a importância do treinamento

Durante as atividades, esclarecido que a órgão estadual funciona como um sistema coordenado pela Defesa Civil Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. No âmbito estadual se destacam a Coordenadoria de Defesa Civil do Estado (Cedec) e também a Defesa Civil Municipal .

Para melhor informar os participantes, durante o treinamento, foi explanado sobre o Decreto 10. 593 de 24 de dezembro de 2020, estabelecendo que todos os municípios devem possuir Defesa Civil atuante. “Porém, nem todos os nossos municípios têm Defesa Civil. Por isso, temos como objetivo principal a futura implantação das unidades no município que ainda não possui a instituição”, conta a técnica operacional, subtenente Patrícia Martinez.

O assessor especial do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Genivaldo dos Santos Silva, destaca a importância de se preparar todos para um eventual cenário de desastres. “Vivemos em uma região atípica propensa a enchentes e posteriormente queimadas. Portanto, temos que estar preparados para todas as situações. Nos momentos de crise a Defesa Civil não se esconde, ou seja, chegamos primeiro aos locais e sempre damos suporte. Os municípios aqui representados são os mais vulneráveis e terão prioridade do Governo de Rondônia para ter maior conhecimento e atuação diante dessas situações”, contou Genivaldo.

A psicóloga da Defesa Civil de Porto Velho, Maria de Fátima de Oliveira Melo, reforça a necessidade de todos estarem capacitados e qualificados para dar respostas rápidas em momento de desastres. A Defesa Civil dos municípios atua sempre em consonância com a Estadual, principalmente em situações de cheia do rio Madeira, na questão de deslizamento de encosta, incêndio e outras situações em que requer a atuação dos órgãos.

O diretor de Investigação e Prevenção da Defesa Civil de Guajará-Mirim, Marcelo Alves Rodrigues, relata a importância da qualificação, pela troca de experiência e conhecimento. Ele explica que a a instituição em Guajará-Mirim foi implantada em 2015.

ETAPAS

Após o encerramento desse primeiro momento, os participantes foram cadastrados para a segunda etapa do treinamento que será de forma Ensino a Distância (EaD) com duração de 30 dias e com data de realização a ser definida ainda. As inscrições serão realizadas pelo  Sistema Integrado de Informações de Desastres (S21D)

A coordenação do treinamento já antecipou que a terceira etapa da qualificação ainda serão definidas as localidades, ou seja, as Regiões Polos, que receberão os curso.

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